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Mostrando postagens de novembro, 2017

Acarajé é elemento central da cultura afro-brasileira

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Mais do que uma comida rápida de rua, o acarajé é indissociável da cultura do candomblé e da história dos africanos no Brasil O ofício das baianas do acarajé foi declarado patrimônio cultural do Brasil em 2012, reconhecendo uma profissão feminina historicamente presente no País: as baianas de tabuleiro.  Nas ruas de Salvador (BA), de outras cidades do estado da Bahia e, mais recentemente, em outras regiões do Brasil, as baianas tradicionais encontram-se sempre acompanhadas por seus tabuleiros, que contêm não só o acarajé e seus possíveis complementos, como o vatapá e o camarão seco, mas também outras “comidas de santo”: abará, lelê, queijada, passarinha, bolo de estudante, cocada branca e preta. Os tabuleiros de muitas baianas soteropolitanas se sofisticaram: revestidos por paredes de vidro, muitas vezes contêm caras panelas de alumínio junto às colheres de pau. O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Acarajé é uma palavra co...

Mulher, negra e escravizada: Esperança Garcia, primeira ADVOGADA do Brasil

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E m 06 de setembro de 1770, uma carta foi enviada ao Governador da Capitania de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro. A carta denunciava violências e demandava justiça. Um tipo de texto que, no dicionário da boa advocacia, poderia ser sinônimo de petição. 2 47 anos depois, a remetente da carta, Esperança Garcia, acaba de receber do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI) o título simbólico de  primeira mulher advogada do Piauí , a pedido da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB-PI e brevemente a OAB NACIONAL vai reconhecer a Escrava como a primeira ADVOGADA do Brasil. A demora de dois séculos e meio foi de luta para que aprendêssemos a ver a advogada impossível: uma mulher negra de 19 anos, escravizada, que denunciou por escrito as violências que sofria e testemunhava em uma fazenda localizada a 300 km de onde hoje está Teresina:    CARTA: "Eu sou hua escrava de V. Sa. administração de Capam. Antº Vie...
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Porque se comemora a 25 de novembro o dia contra a violência a mulher?

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Data é uma homenagem às três irmãs Mirabal, assassinadas da República Dominicana A cada dez minutos uma mulher é assassinada por um homem que é ou já foi seu companheiro. São dados como este que levaram a ONU a declarar o 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, mas a história desta data vem de trás: desde os anos 80 que a América Latina assinala a morte de três irmãs dominicanas, ativistas assassinadas por ordem do ditador Rafael Trujillo. M inerva, Patria e María Teresa Mirabal cresceram num ambiente de classe média, pelo menos duas frequentaram a universidade, e mantinham uma forte atividade política, sobretudo Minerva - atividade que envolveu, em vários momentos, passagens pela prisão. A 25 de novembro de 1960, depois de uma visita aos maridos de María Teresa e Minerva, que estavam presos, foram assassinadas, juntamente com o motorista. "S into-me orgulhosa como filha, como mulher, como dominicana, que a data qu...

A participação dos jangadeiros no processo de abolição dos escravos

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Moisés da Rocha O primeiro “dragão do mar” "H á muito tempo, nas águas da Guanabara, o dragão do mar reapareceu...”. Assim começa um dos maiores sucessos da MPB, de autoria de João Bosco e Aldir Blanc, numa irrepreensível interpretação de Elis Regina. Essa música selou de vez a consagração do herói negro João Candido, que liderou a chamada  Revolta da Chibata  em 1910, uma verdadeira mácula na história de nossa Marinha de Guerra que, mesmo após a  Abolição da Escravatura , utilizava essa forma de castigo sobre os marinheiros comuns. Não é mais segredo também que a nossa gloriosa Marinha de Guerra, até os dias de hoje, é a Força Armada que conta com o menor número de afrodescendentes em seu corpo de oficiais.  R elembrando um pouco mais do desfecho da  Revolta da Chibata , nunca é demais lembrar que os marinheiros-praças, revoltados, firmaram acordo que previa anistia para cessar a greve. Acordo esse que foi quebrado por parte do governo, resultando na i...

UNEGRO BS PARTICIPA DA FORMAÇÃO DAS PLP's

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E m uma roda de conversa descontraída, onde foi abordado Negritude, Legislação e Combate ao Racismo, a UNEGRO BS, participou, hoje (23/11) da formação da 8ª turma de PLP's (Promotoras Legais Populares), no município do Guarujá. O encontro que aconteceu na Escola de Governo, teve como representantes da entidade, profª Yvie Favero, Otacilio Favero e Andréa Moreira.

UNEGRO BS NA 1ª MARCHA METROPOLITANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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UNEGRO BS PARTICIPA DE RODA DE CONVERSA EM ESCOLA DO GUARUJÁ

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A UNEGRO BS participou, ontem, junto à assessoria de politicas para a promoção da igualdade racial de Guarujá de uma roda de conversa com os alunos da Escola Estadual Waldemar Rigotto. Na oportunidade foram discutidos temas como racismo, genocídio e superação de atrocidades cometidas contra a população negra e afrodescendente. P articiparam da atividade o Conselho da Comunidade Negra de Guarujá, através de seu presidente, Rafael Rodrigues, a UNEGRO BS, por sua coordenadora regional Yvie Favero de Souza e por seu coordenador jurídico, Dr. Gustavo Guilherme, além do Sr. Rubens Paiva.

DIREITOS SOCIAIS

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O QUE A CONSTITUIÇÃO DIZ SOBRE OS DIREITOS SOCIAIS? N o Brasil, os Direitos Sociais são uma garantia constante na Constituição Federal de 1988 e são definidos em dois títulos: direitos e garantias fundamentais:  significa que eles são parte essencial daquilo que o Estado deve garantir a  seus indivíduos; ordem social : são uma necessidade para o estabelecimento de uma sociedade capaz de perpetuar-se ao longo do tempo de maneira harmônica. E stão prescritos no  Art. 6º da Constituição Federal  uma série de direitos sociais mais ou menos abstratos, que precisam ser regulamentados por outras leis, mas que definem a essência daquilo que a nação compromete-se a garantir. Entre eles  estão o direito à educação, à saúde, à alimentação, ao trabalho, a moradia, ao lazer, a segurança, a previdência social, proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados. N o  direi...
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U negrinos e Unegrinas, 20 de novembro, acontece a 1ª MARCHA METROPOLITANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, na Baixada Santista e é muito importante estarmos todos unidos e marchando pelas causas que afligem a POPULAÇÃO NEGRA. E starmos juntos lutando por nossos objetivos e princípios é de suma importância para o único movimento negro organizado presente na Marcha! VIVA ZUMBI... VIVA DANDARA!

Profª Yvie Favero, representa a UNEGRO BS, no Forúm Social da Baixada Santista

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N o Fórum Social da Baixada Santista, 18/11, a coordenadora Regional profª Yvie Favero, esteve presente na Roda de Conversa, que discutiu a VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e o EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA. O Encontro acontece na UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SANTOS, Av. Conselheiro Nebias, 300, Vila Nova - Santos.

HOMENAGENS À UNEGRINOS ENCERRAM A SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM MONGAGUÁ

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U ma verdadeira #coisadepreto , assim podemos classificar o encerramento da SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA no município de Mongaguá, sob o comando da Sra. Rosângela Aparecida Assorino (Mãe Rosa), presidente do conselho da comunidade negra local e também unegrina, a festa premiou personalidades da região que lutam em prol da igualdade racial. E ntre os homenageados da noite, estavam dois unegrinos a Ialorixá Ângela de Oya e Aloísio MUMU.  Presentes também estavam o coordenador jurídico da UNEGRO BS, Dr. Gustavo Guilherme e a coordenadora regional da UNEGRO BS, Profª Yvie Favero.

UNEGRO BS NA MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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FORÚM SOCIAL REALIZA RODA DE CONVERSA COM PRESENÇA DA COORDENAÇÃO UNEGRO

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N o próximo, dia 18/11, estarão participando da roda de conversa - GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA NA BAIXADA SANTISTA, os coordenadores da UNEGRO BAIXADA SANTISTA, profª Yvie Favero (Coordenadora Regional) e Otacílio Favero (Coordenador de Formação Politica), junto aos mesmos estarão representantes de outros movimentos socias que denunciam e lutam contra o extermínio dos jovens negros. P restigiem!

ONU lança campanha pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil

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J ornal do Brasil Reafirmando o compromisso de implementação da Década Internacional de Afrodescendentes, o Sistema ONU Brasil lançou no Mês da Consciência Negra de 2017, a campanha nacional "Vidas Negras".  A iniciativa busca ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país. O objetivo é chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência. No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% para os não-negros, entre os negros houve aumento de 18,2%. A letalidade das pessoas negras vem aumentando e is...

Proclamação da República foi marco das desigualdades no Brasil

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Benedito Cintra fala sobre origem das desigualdades na sociedade brasileira Daiane Souza  B enedito Cintra, assessor parlamentar do Distrito Federal, afirmou nesta quarta-feira (23) que o marco das desigualdades no Brasil foi a proclamação da República. A declaração foi feita durante a palestra  Conheça mais… Estatuto da Igualdade Racial , etapa do  Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: nosso patrimônio,  promovido pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares.  E m praticamente uma aula para cerca de 70 estudantes do ensino fundamental e médio, o assessor levantou o histórico das lutas que levaram à conquista do Estatuto que garante os direitos fundamentais à população negra brasileira. Para explicar os motivos da criação da Lei, Cintra destacou que o século XX teve início com os negros legalmente excluídos. “A República não surgiu para solucionar os efeitos da escravidão, ela veio para atender a...